miorrelaxante
contração muscular
solúvel em álcool
não sai do lugar
florais de bach
fisioterapia
acupuntura
auricular
homeopatia
o mundo padece
as soluções se multiplicam
nada resolve
a dor me enlouquece
os sintomas se complicam
agulhas torturam
choques estimulam
nada funciona
nada muda
não tem causa
não tem solução
dia e noite
noite e dia
sem parar por um instante
o festival ininterrupto
de dor fulminante
síndrome dolorosa
crise sem fim
antiinflamatório
disfunção
sanatório
analgésicos
explosivos
intravenosos
tratamentos
intrusivos
não sei mais lidar
não sei o que fazer
não consigo aguentar
eu quero acreditar
mas não dá mais
não dá mais
nem por um segundo
se é assim
viver nesse mundo
eu não quero, eu não posso
agora eu tento
depois de um milhão de vezes
é a última chance
antes que tudo exploda
sem pressão
só dizendo,
como quem não quer nada
é a última jogada
se isso não me curar
se isso não funcionar, vovô
não tem problema
é a última erupção
não vou me surpreender
se isso não resolver
pois essas balas aqui irão!
Saturday, November 05, 2011
Friday, November 04, 2011
distração
Amanhã será diferente
eu prometo pra mim mesma
um milhão de vezes
enquanto cruzo os dedos
e espero alguma coisa
acontecer
Amanhã, se você não esperar demais
o centro do seu mundo
se desloca pra qualquer direção
e eu não vou esperar demais
de você
Amanhã quem sabe
talvez, pode ser
não sei, vai saber?
Não há mais verdades
pra dizer
não há mais vontade
de fazer
o que quer que seja
Pela manhã você vai ver
que somos fracos mesmo
e as coisas acontecem
se tem que acontecer
ou não
E eu não consigo lutar
contra as suas palavras
por mais que eu queira segurar
a sua mão
Eu não consigo
Eu não posso
te salvar
se nem eu estou no chão
Eu só posso te pedir pra esperar
eu só posso esperar com você
eu só posso querer acreditar
que um dia desses vai parar
de chover
Como eu faço pra te dar respostas
que não tenho nem pra mim?
Como eu te mostro um novo começo
se eu só quero saber do fim?
Eu só tento não enlouquecer
de tanto duplipensar
pra te tentar te convencer
Eu só espero não te perder
no gosto mais ameno
do meu próprio veneno
enquanto tiro o seu da sua mão
e tento te impedir
mas no fundo
ou meio raso
eu só queria
te distrair
te fazer desistir
nem tão fundo assim
acho até que você sabe
eu te quero bem, bem aqui
você sabe bem, eu quero te distrair
melhor do que ninguém
você sabe que na verdade
sou eu quem quer partir
eu prometo pra mim mesma
um milhão de vezes
enquanto cruzo os dedos
e espero alguma coisa
acontecer
Amanhã, se você não esperar demais
o centro do seu mundo
se desloca pra qualquer direção
e eu não vou esperar demais
de você
Amanhã quem sabe
talvez, pode ser
não sei, vai saber?
Não há mais verdades
pra dizer
não há mais vontade
de fazer
o que quer que seja
Pela manhã você vai ver
que somos fracos mesmo
e as coisas acontecem
se tem que acontecer
ou não
E eu não consigo lutar
contra as suas palavras
por mais que eu queira segurar
a sua mão
Eu não consigo
Eu não posso
te salvar
se nem eu estou no chão
Eu só posso te pedir pra esperar
eu só posso esperar com você
eu só posso querer acreditar
que um dia desses vai parar
de chover
Como eu faço pra te dar respostas
que não tenho nem pra mim?
Como eu te mostro um novo começo
se eu só quero saber do fim?
Eu só tento não enlouquecer
de tanto duplipensar
pra te tentar te convencer
Eu só espero não te perder
no gosto mais ameno
do meu próprio veneno
enquanto tiro o seu da sua mão
e tento te impedir
mas no fundo
ou meio raso
eu só queria
te distrair
te fazer desistir
nem tão fundo assim
acho até que você sabe
eu te quero bem, bem aqui
você sabe bem, eu quero te distrair
melhor do que ninguém
você sabe que na verdade
sou eu quem quer partir
Monday, October 31, 2011
ilusionista
tão repleto
de todos os seus detalhes
beleza vitoriana, ornamentada
a apodrecer no tempo
como todo e cada um de nós
irremediável desperdício
como diário solstício
que me canso de admirar
tão recheado
de todo seu conteúdo
que a nada se refere
e sua eterna fala
sua língua inquieta
que a meus ouvidos fere
preenchendo cada espaço
da minha impaciência
que desse nem um pio
perfeita reprodução
de seu imenso vazio
interior
tão encantador
em um fator
que não concerne
a minha preferência
tão específico
tão tanto
tudo aquilo
de que não quero
de que não preciso
admito, admiro
mas unicamente
como a um monge
se te quero
te quero
somente
de longe
de todos os seus detalhes
beleza vitoriana, ornamentada
a apodrecer no tempo
como todo e cada um de nós
irremediável desperdício
como diário solstício
que me canso de admirar
tão recheado
de todo seu conteúdo
que a nada se refere
e sua eterna fala
sua língua inquieta
que a meus ouvidos fere
preenchendo cada espaço
da minha impaciência
que desse nem um pio
perfeita reprodução
de seu imenso vazio
interior
tão encantador
em um fator
que não concerne
a minha preferência
tão específico
tão tanto
tudo aquilo
de que não quero
de que não preciso
admito, admiro
mas unicamente
como a um monge
se te quero
te quero
somente
de longe
Thursday, October 27, 2011
insone
de uma ponta a outra
de um oito
ciclo sem fim
de um lado a outro
de um mundo
sem mim
em queda livre
querendo ou não
fechar os olhos
chegar ao chão
o indo e vindo
o infinito
o loop do abismo
silêncio no replay
a voz dos ventos
da terra sem lei
a dor do mundo
do poço sem fundo
naquele verde
sem medo de intimidar
naquela dor
sem hora pra parar
e o medo e o tempo
o velho e o mar
a ordem do caos
nos regendo
e todas as vidas
e todas as crenças
e as vontades,
e as oportunidades
perdidas,
foram abertas
todas as feridas
que se amontoaram
sobre o que já não está
olhar para trás
e só encontrar
neblina e incerteza e escuridão
e para frente o nada
em sua imensidão.
se por acaso,
por um momento,
eu olhar para o lado -
me pergunto,
noite após noite,
insone,
se vou encontrar sua mão.
de um oito
ciclo sem fim
de um lado a outro
de um mundo
sem mim
em queda livre
querendo ou não
fechar os olhos
chegar ao chão
o indo e vindo
o infinito
o loop do abismo
silêncio no replay
a voz dos ventos
da terra sem lei
a dor do mundo
do poço sem fundo
naquele verde
sem medo de intimidar
naquela dor
sem hora pra parar
e o medo e o tempo
o velho e o mar
a ordem do caos
nos regendo
e todas as vidas
e todas as crenças
e as vontades,
e as oportunidades
perdidas,
foram abertas
todas as feridas
que se amontoaram
sobre o que já não está
olhar para trás
e só encontrar
neblina e incerteza e escuridão
e para frente o nada
em sua imensidão.
se por acaso,
por um momento,
eu olhar para o lado -
me pergunto,
noite após noite,
insone,
se vou encontrar sua mão.
Thursday, October 20, 2011
foda-se
Por que eu escrevo?
Pra que diabos eu escrevo mesmo? Pra quê?
Não sei se é um transe de surrar o teclado freneticamente, depois abrir os olhos e encontrar aquelas palavras malditas na tela e sentir um arremedo de alívio, por pelo menos tirar aquilo de dentro, do estômago, da garganta, dos ombros, dos músculos todos se contraindo tanto o tempo todo.
Eu sei lá se isso adianta. Eu já não sei se me realizo ou se só patino na lama e na desgraça e no vazio e no medo e na insegurança e na incerteza e em todas as vírgulas que eu simplesmente não quero mais colocar, por quê de repente as vírgulas me irritam, e a gramática e a ortografia e reforma ortográfica e o mundo todo, absolutamente tudo me irrita.
E eu só quero descansar um pouco, mas eu não consigo. Eu sou incapaz de descansar, de relaxar, de deixar pra lá. Mesmo sabendo que não adianta nada, que o que eu puder fazer, eu simplesmente devo fazer e o quando eu não puder, não vai adiantar me preocupar mesmo, então que diabos?
Eu não me aguento mais. Meu ombro já cansou de digitar isso aqui, mas alguma coisa me faz continuar. Eu já cansei de tudo, tudo, mil vezes. Mil e uma. Duas mil. E eu continuo aqui naquele simulacro de frustração, dia após dia, um dia depois do outro em um milhão de coisas que eu não suporto mais. Eu não me suporto mais.
Eu preciso sair daqui.
Pra que diabos eu escrevo mesmo? Pra quê?
Não sei se é um transe de surrar o teclado freneticamente, depois abrir os olhos e encontrar aquelas palavras malditas na tela e sentir um arremedo de alívio, por pelo menos tirar aquilo de dentro, do estômago, da garganta, dos ombros, dos músculos todos se contraindo tanto o tempo todo.
Eu sei lá se isso adianta. Eu já não sei se me realizo ou se só patino na lama e na desgraça e no vazio e no medo e na insegurança e na incerteza e em todas as vírgulas que eu simplesmente não quero mais colocar, por quê de repente as vírgulas me irritam, e a gramática e a ortografia e reforma ortográfica e o mundo todo, absolutamente tudo me irrita.
E eu só quero descansar um pouco, mas eu não consigo. Eu sou incapaz de descansar, de relaxar, de deixar pra lá. Mesmo sabendo que não adianta nada, que o que eu puder fazer, eu simplesmente devo fazer e o quando eu não puder, não vai adiantar me preocupar mesmo, então que diabos?
Eu não me aguento mais. Meu ombro já cansou de digitar isso aqui, mas alguma coisa me faz continuar. Eu já cansei de tudo, tudo, mil vezes. Mil e uma. Duas mil. E eu continuo aqui naquele simulacro de frustração, dia após dia, um dia depois do outro em um milhão de coisas que eu não suporto mais. Eu não me suporto mais.
Eu preciso sair daqui.
Wednesday, October 19, 2011
greve dos correios
te mandarei
em mandarim
aos poucos
pedaços de mim
e pela manhã
quando as caixas
chegarem
você abrirá
uma por uma
e verá
meu quebra-cabeças
e minhas palavras
tão espessas
sem explicação
você vai
tentar me montar
pra entender
minhas razões
procurar
minha tradução
mas nada
nada nada
em absoluto
jamais
sob hipótese alguma
fará sentido
mas lá estaremos
eu aos pedaços
e você
comigo.
em mandarim
aos poucos
pedaços de mim
e pela manhã
quando as caixas
chegarem
você abrirá
uma por uma
e verá
meu quebra-cabeças
e minhas palavras
tão espessas
sem explicação
você vai
tentar me montar
pra entender
minhas razões
procurar
minha tradução
mas nada
nada nada
em absoluto
jamais
sob hipótese alguma
fará sentido
mas lá estaremos
eu aos pedaços
e você
comigo.
Thursday, September 15, 2011
acabar
eu subi
cheguei aqui
no sufoco
em meio
ao medo
e a indecisão
e a incerteza
e agora
aqui em cima
nada é
como parecia
foi como
colocar a cabeça
pra fora da janela
sentir o vento
pra tentar adivinhar
a temperatura
não me sinto segura
como achei que seria
não há nada
das promessas
nem o tempo
passa mais depressa
e nada faz sentido
nada se resolveu
nada se diluiu
nada se desfez
só o nada permanece
em sua insensatez
misturada com a minha
e o meu desatino
o meu medo
e o meu destino
e um passo depois do outro
e a corda no meu pescoço
e a pedra no meu sapato
e o vento nos meus cabelos
é como se eu fosse um rato
sem chance de enfrentar
sem chance de voltar
só me resta seguir
só me resta continuar
um plano tão consistente
uma realidade tão dormente
só mais um passo
pra fora dessa cadeira
pra longe dessa beira
pra fora dessa ponte
um último mergulho
só olhar pra trás
uma última vez
só me perguntar
se algo se desfez
antes de me desfazer no ar
antes de me desmanchar
anter de jogar tudo fora
sem pensar que nada vale a pena
que nada faz sentido
e que não dá mais
não dá mais
sem hesitar
sem pensar que é só agora
com uma raiva na garganta
por toda essa demora
que se alonga nos meus músculos
que rasga a minha carne
sem piedade
me tira a vontade
e apaga aquela voz
dentro de mim
dizendo que vai passar
que pode passar
que pode ser que passe
e aumenta aquela escuridão
que tem fome de mim
e deixa um rastro de destruição
que responde que não vai
que não passa
que é melhor dar um passo
em qualquer dia bonito
me atirar
no abismo do infinito
e acabar.
cheguei aqui
no sufoco
em meio
ao medo
e a indecisão
e a incerteza
e agora
aqui em cima
nada é
como parecia
foi como
colocar a cabeça
pra fora da janela
sentir o vento
pra tentar adivinhar
a temperatura
não me sinto segura
como achei que seria
não há nada
das promessas
nem o tempo
passa mais depressa
e nada faz sentido
nada se resolveu
nada se diluiu
nada se desfez
só o nada permanece
em sua insensatez
misturada com a minha
e o meu desatino
o meu medo
e o meu destino
e um passo depois do outro
e a corda no meu pescoço
e a pedra no meu sapato
e o vento nos meus cabelos
é como se eu fosse um rato
sem chance de enfrentar
sem chance de voltar
só me resta seguir
só me resta continuar
um plano tão consistente
uma realidade tão dormente
só mais um passo
pra fora dessa cadeira
pra longe dessa beira
pra fora dessa ponte
um último mergulho
só olhar pra trás
uma última vez
só me perguntar
se algo se desfez
antes de me desfazer no ar
antes de me desmanchar
anter de jogar tudo fora
sem pensar que nada vale a pena
que nada faz sentido
e que não dá mais
não dá mais
sem hesitar
sem pensar que é só agora
com uma raiva na garganta
por toda essa demora
que se alonga nos meus músculos
que rasga a minha carne
sem piedade
me tira a vontade
e apaga aquela voz
dentro de mim
dizendo que vai passar
que pode passar
que pode ser que passe
e aumenta aquela escuridão
que tem fome de mim
e deixa um rastro de destruição
que responde que não vai
que não passa
que é melhor dar um passo
em qualquer dia bonito
me atirar
no abismo do infinito
e acabar.
Monday, September 12, 2011
Confessional
This is not a product
this is not for sale
This is not supposed to make you smile
make you feel warm inside
or make you identify with
This is not supposed to be cool
or good
in any possible way
This is not a joke
This is not just for show
This is confessional
This is hard
This is not supposed to be
just another verse
but it probably is
This is not about you
or anybody else
This is about me
This is a chance for me to scream out
all the things I'm not even sure
if I want someone to hear
This is confessional
This is about what it is
This is about me
and that's it.
this is not for sale
This is not supposed to make you smile
make you feel warm inside
or make you identify with
This is not supposed to be cool
or good
in any possible way
This is not a joke
This is not just for show
This is confessional
This is hard
This is not supposed to be
just another verse
but it probably is
This is not about you
or anybody else
This is about me
This is a chance for me to scream out
all the things I'm not even sure
if I want someone to hear
This is confessional
This is about what it is
This is about me
and that's it.
Saturday, September 10, 2011
the last dance
I'm sick and loveless
in love with the future
but he's so cold
and so distant
I can't reach
oh no, oh no
I'm in love and sick and sad
just trying to turn it around
I know I'm probably going mad
trynna pay attention to a sound
that's only in my head
just wish the words could tell
wish I could just say
that I'm in love with a shadow
a needle in the hay
a beautiful distortion
my futuristic portrait
such a science fiction
for such an easy bait
so why can't I just
grow out of this
oh why do I must
be such a sorry miss
maybe, just maybe
I found the way out
and maybe, just maybe
you know what it's about
I'm sick of being here
and life isn't worth the pain
so maybe, just maybe...
tomorrow I'll loose the strain
and maybe, just maybe
you will never see me
again
in love with the future
but he's so cold
and so distant
I can't reach
oh no, oh no
I'm in love and sick and sad
just trying to turn it around
I know I'm probably going mad
trynna pay attention to a sound
that's only in my head
just wish the words could tell
wish I could just say
that I'm in love with a shadow
a needle in the hay
a beautiful distortion
my futuristic portrait
such a science fiction
for such an easy bait
so why can't I just
grow out of this
oh why do I must
be such a sorry miss
maybe, just maybe
I found the way out
and maybe, just maybe
you know what it's about
I'm sick of being here
and life isn't worth the pain
so maybe, just maybe...
tomorrow I'll loose the strain
and maybe, just maybe
you will never see me
again
Monday, September 05, 2011
clouds
it's like I swallowed
an iceberg when I see you
and I wonder if it has
anything to do with
the fact that I still
want you somehow
and all the things you said
killing me now
you locked yourself inside me
and felt like in a cage
but I'm opening up all doors now
though you still can't fly away
so I wish I had the guts
to say everything
troubling my mind
instead of swallowing
every cloud in the sky
I wish I could just spill it
and get it over with
to stop thinking
about how you'd react
it's just not fair
again I'll go to bed
trying to repair
what's in my head
you locked yourself inside me
and felt like in a cage
but I'm opening up all doors now
though you still can't fly away
all those spikes and strains
all those meaningless silences
and the bad moments
they might've spoken
for themselves
all those explosions inside
maybe they already said it all
still I can't get around it
still I wish I had the guts
to say what's troubling my mind
instead of swallowing
every cloud in the sky
an iceberg when I see you
and I wonder if it has
anything to do with
the fact that I still
want you somehow
and all the things you said
killing me now
you locked yourself inside me
and felt like in a cage
but I'm opening up all doors now
though you still can't fly away
so I wish I had the guts
to say everything
troubling my mind
instead of swallowing
every cloud in the sky
I wish I could just spill it
and get it over with
to stop thinking
about how you'd react
it's just not fair
again I'll go to bed
trying to repair
what's in my head
you locked yourself inside me
and felt like in a cage
but I'm opening up all doors now
though you still can't fly away
all those spikes and strains
all those meaningless silences
and the bad moments
they might've spoken
for themselves
all those explosions inside
maybe they already said it all
still I can't get around it
still I wish I had the guts
to say what's troubling my mind
instead of swallowing
every cloud in the sky
shitty day
they changed the recipe
of your favourite dish
and when you went in
they changed your seat
the sun is not shining right
something is wrong with the sky
it's not me, but I've got to say
what a shitty day
all my distractions
bore me
and my obligations
kill me
I can't procrastinate
all over again
but there's no way
I'm gonna work things out
in such a shitty day
I can't pay attention
to what you're saying
so quit the talking
my favourite candy
tastes weird
everything feels wrong
it's too dramatic
for my standards
I'd rather be automatic
or not be at all
what a shitty day
I don't like it
can't I just skip it?
do I really have to stay?
of your favourite dish
and when you went in
they changed your seat
the sun is not shining right
something is wrong with the sky
it's not me, but I've got to say
what a shitty day
all my distractions
bore me
and my obligations
kill me
I can't procrastinate
all over again
but there's no way
I'm gonna work things out
in such a shitty day
I can't pay attention
to what you're saying
so quit the talking
my favourite candy
tastes weird
everything feels wrong
it's too dramatic
for my standards
I'd rather be automatic
or not be at all
what a shitty day
I don't like it
can't I just skip it?
do I really have to stay?
Thursday, September 01, 2011
another state
she's a saint
in her saint fabrics
and she's as good
as any furniture
and I'm not going anywhere
'till she had enough of me
and I'm not doing anything
'till she sets me free
so far I don't know where I am
so fond of things I don't know
and again I feel like a bait
trying to reach another state
'cause I feel trapped in here
it's like I'm gonna disappear
feeling like I'm going blind
and I need, I need so much
another state, another state of mind
she's been doing me no good
and she's been keeping me up
all day long and every night
she might be made of wood
'cause she just can't be right
so why, oh why?
why can't I just runaway?
why can't I find
another state, another state
another state of mind?
in her saint fabrics
and she's as good
as any furniture
and I'm not going anywhere
'till she had enough of me
and I'm not doing anything
'till she sets me free
so far I don't know where I am
so fond of things I don't know
and again I feel like a bait
trying to reach another state
'cause I feel trapped in here
it's like I'm gonna disappear
feeling like I'm going blind
and I need, I need so much
another state, another state of mind
she's been doing me no good
and she's been keeping me up
all day long and every night
she might be made of wood
'cause she just can't be right
so why, oh why?
why can't I just runaway?
why can't I find
another state, another state
another state of mind?
Monday, August 22, 2011
mais do mesmo de novo
tudo ou nada
e eu to cansada
de falar sozinha
a escolha não é minha
e eu não aguento mais
meus olhos cansados
corações destroçados
ficamos parados
pra morrermos afogados
mas lá longe é um novo dia
e eu não sei o que fazer
não tenho energia
pra lutar
nem disposição pra morrer
tão cansada
de mãos atadas
não quero mais
falar sozinha
nem ser a rainha
da monotonia
e não me diz pra ficar
ou tentar entender
eu só vejo o que há
para se ver
mais palavras sem sentido
não vão mudar
essa avalanche
a iminência do perigo
a bola de neve
ladeira abaixo
que a gente começou
só esperando
pra nos consumir
por desleixo
descaso, vontade
de que tudo explodisse
de uma vez
esperando
que o riso
dispensasse explicação
agora é tarde
hora de juntar
os restos da explosão
tocar o cortejo
e desejar que na próxima
seja menos pior
ou menor
e que o acaso
não nos leve
a tantos enterros
tanto faz
eu só queria
novos erros
e eu to cansada
de falar sozinha
a escolha não é minha
e eu não aguento mais
meus olhos cansados
corações destroçados
ficamos parados
pra morrermos afogados
mas lá longe é um novo dia
e eu não sei o que fazer
não tenho energia
pra lutar
nem disposição pra morrer
tão cansada
de mãos atadas
não quero mais
falar sozinha
nem ser a rainha
da monotonia
e não me diz pra ficar
ou tentar entender
eu só vejo o que há
para se ver
mais palavras sem sentido
não vão mudar
essa avalanche
a iminência do perigo
a bola de neve
ladeira abaixo
que a gente começou
só esperando
pra nos consumir
por desleixo
descaso, vontade
de que tudo explodisse
de uma vez
esperando
que o riso
dispensasse explicação
agora é tarde
hora de juntar
os restos da explosão
tocar o cortejo
e desejar que na próxima
seja menos pior
ou menor
e que o acaso
não nos leve
a tantos enterros
tanto faz
eu só queria
novos erros
Thursday, August 18, 2011
Hurricane
I checked the messages
over and over again
trying to get it together
but it didn't make any sense
I guess it's my last night
therefore the last shot
a stupid trial
before the end
I tried to escape
from the unavoidable
and tried to surprise
the unshockable
turns out nothing
not a single thing
made any difference
it's all the same
and here I am
can't sleep
once again
the only company
I've got
is this pain
beating stronger
inside of me
beating the life
out of me
and here it is
it's my last shot
and then after this
my life will be
just another stain
I got to that wall
the end to all the meanings
that makes us feel so small
and all I found was a blank
but I'll take it
I'll take it with me
'cause I can't turn my back
and just walk away
I'll paint it
with my brains
using bullets
and razors
and ropes
as brushes
and my pale blood
as the ink
there's really nothing else
it would serve for
if you think
and nobody will write
a word about it
'cause after all
in spite of every joke
and after all the games
and living through
the unbearable pain
despite of everyone
I was in vain
over and over again
trying to get it together
but it didn't make any sense
I guess it's my last night
therefore the last shot
a stupid trial
before the end
I tried to escape
from the unavoidable
and tried to surprise
the unshockable
turns out nothing
not a single thing
made any difference
it's all the same
and here I am
can't sleep
once again
the only company
I've got
is this pain
beating stronger
inside of me
beating the life
out of me
and here it is
it's my last shot
and then after this
my life will be
just another stain
I got to that wall
the end to all the meanings
that makes us feel so small
and all I found was a blank
but I'll take it
I'll take it with me
'cause I can't turn my back
and just walk away
I'll paint it
with my brains
using bullets
and razors
and ropes
as brushes
and my pale blood
as the ink
there's really nothing else
it would serve for
if you think
and nobody will write
a word about it
'cause after all
in spite of every joke
and after all the games
and living through
the unbearable pain
despite of everyone
I was in vain
Saturday, August 06, 2011
de passagem
foi só uma miragem
paisagem, bobagem
foi só de passagem
sem poder parar
pra olhar e tentar
entender
e eu sei que muito
vai ficar pra trás
a minha vontade
era voltar buscar
mas não posso, não dá
não dá pra desviar
eu só queria
te fazer entender
a mensagem
sem que eu tivesse
que interromper viagem
eu só queria te dizer
que eu não planejei
eu sigo sem olhar pra trás
o perigo é não saber jamais
o dano que ficou
mas não importa o que eu disse
não interessa o que eu fiz
na verdade é muito fácil
só poder ser infeliz
eu só queria deixar claro
que não foi a intenção
se foi tudo pelo ralo
escorrendo pelas mãos
eu nunca quis ser a miragem
clássica visão de oásis
mas eu não pude avisar
eu só estava de passagem
e não sei nem se vou voltar
eu só queria te ter mais perto
mas fui morrer
de sede no mar
e no meio do deserto
acabei por me afogar
insistimos em não ver
que não há volta
pra momento algum
temos tão pouco tempo
somos tão pequenos
levados pelo vento
eu nunca fui de meias palavras
saltos altos e saias plissadas
eu nunca planejei
não foi o que eu quis
não dá pra imaginar
ou tentar ser feliz
o que eu posso dizer?
eu só quis chegar mais perto
tentar te entender
ver se dava certo
eu só queria te ver
só queria te beijar
não dá pra compreender
não dá pra imaginar
o acidente foi feio
nunca dá pra calcular
no começo o final e o meio
eu achei que o tempo
podia parar
pra tudo acontecer
pra se desenrolar
mas não é bem assim
não dá pra atropelar
tentar pular pro fim
não tem como não jogar
querer trapacear
criar novas regras
somos todos engolidos
sem ao menos perceber
perdemos os sentidos
caímos em demência
fazendo justamente
o que jamais faríamos
em sã consciência
paisagem, bobagem
foi só de passagem
sem poder parar
pra olhar e tentar
entender
e eu sei que muito
vai ficar pra trás
a minha vontade
era voltar buscar
mas não posso, não dá
não dá pra desviar
eu só queria
te fazer entender
a mensagem
sem que eu tivesse
que interromper viagem
eu só queria te dizer
que eu não planejei
eu sigo sem olhar pra trás
o perigo é não saber jamais
o dano que ficou
mas não importa o que eu disse
não interessa o que eu fiz
na verdade é muito fácil
só poder ser infeliz
eu só queria deixar claro
que não foi a intenção
se foi tudo pelo ralo
escorrendo pelas mãos
eu nunca quis ser a miragem
clássica visão de oásis
mas eu não pude avisar
eu só estava de passagem
e não sei nem se vou voltar
eu só queria te ter mais perto
mas fui morrer
de sede no mar
e no meio do deserto
acabei por me afogar
insistimos em não ver
que não há volta
pra momento algum
temos tão pouco tempo
somos tão pequenos
levados pelo vento
eu nunca fui de meias palavras
saltos altos e saias plissadas
eu nunca planejei
não foi o que eu quis
não dá pra imaginar
ou tentar ser feliz
o que eu posso dizer?
eu só quis chegar mais perto
tentar te entender
ver se dava certo
eu só queria te ver
só queria te beijar
não dá pra compreender
não dá pra imaginar
o acidente foi feio
nunca dá pra calcular
no começo o final e o meio
eu achei que o tempo
podia parar
pra tudo acontecer
pra se desenrolar
mas não é bem assim
não dá pra atropelar
tentar pular pro fim
não tem como não jogar
querer trapacear
criar novas regras
somos todos engolidos
sem ao menos perceber
perdemos os sentidos
caímos em demência
fazendo justamente
o que jamais faríamos
em sã consciência
Friday, June 17, 2011
The Fire
I'm living there
a month ahead
and I can't come back
I'm hanging here
barely out of fear
can't you hear?
my screams
scratch the walls
my sins
they're all so small
but still
it keeps me ill
like a dot
like a knot
something's keeping
me from breathing
keeping me around
and holding my body
against the ground
stoppping me
from being
and seeing
and reaching
my highest potential
stopping me
from being in
the real world
stopping me
from living
the life I wish
to live
and it's all
oh so steep
days go by
though I can't sleep
and even with a threat
of a glimpse
you could tell
there's nothing to hide
I've been going through hell
every now and then
I just have to ask
out of an endlessly naivety:
isn't there anything
truthful and
good - for once?
isn't there
anything or anyone at all
going to save me?
a month ahead
and I can't come back
I'm hanging here
barely out of fear
can't you hear?
my screams
scratch the walls
my sins
they're all so small
but still
it keeps me ill
like a dot
like a knot
something's keeping
me from breathing
keeping me around
and holding my body
against the ground
stoppping me
from being
and seeing
and reaching
my highest potential
stopping me
from being in
the real world
stopping me
from living
the life I wish
to live
and it's all
oh so steep
days go by
though I can't sleep
and even with a threat
of a glimpse
you could tell
there's nothing to hide
I've been going through hell
every now and then
I just have to ask
out of an endlessly naivety:
isn't there anything
truthful and
good - for once?
isn't there
anything or anyone at all
going to save me?
Wednesday, June 08, 2011
espelho
quando a vida
não passa de um vulto
quando se teme
o menor tumulto
e tudo vira guerra
por pura birra
cai por terra
desperta a ira
como se o ar
o bom dia
ou o silêncio
como se o medo
e o tempo
pedissem sem palavras
um pedido de desculpas
por nada em particular
mas por tudo
sem, entretanto, precisar
como se cem mil horas
durassem em uma só
e todas as vezes
em que se deixou levar
como se tudo o que há
não fosse nada mais
que uma lenta e infinita
e torta e dolorida
perda de tempo
e o desalento
e o canto
e o mundo
mesmo toda a poesia
como se, exatamente assim,
como se nada disso
fosse mais, nem menos
como se cada pedacinho
cada momento
todo e cada segundo
fosse apenas mais um
grande e gordo e enfadonho
constrangimento
e não há mais nem motivo
para não sentir
que sinto muito muito
e só posso dizer
que sinto
e muito me penaliza
o simples fato
de estar viva
e não tem retorno
não tem volta
nem caminho
não há rumo
não há jeito
a não ser
seguir sozinha.
não passa de um vulto
quando se teme
o menor tumulto
e tudo vira guerra
por pura birra
cai por terra
desperta a ira
como se o ar
o bom dia
ou o silêncio
como se o medo
e o tempo
pedissem sem palavras
um pedido de desculpas
por nada em particular
mas por tudo
sem, entretanto, precisar
como se cem mil horas
durassem em uma só
e todas as vezes
em que se deixou levar
como se tudo o que há
não fosse nada mais
que uma lenta e infinita
e torta e dolorida
perda de tempo
e o desalento
e o canto
e o mundo
mesmo toda a poesia
como se, exatamente assim,
como se nada disso
fosse mais, nem menos
como se cada pedacinho
cada momento
todo e cada segundo
fosse apenas mais um
grande e gordo e enfadonho
constrangimento
e não há mais nem motivo
para não sentir
que sinto muito muito
e só posso dizer
que sinto
e muito me penaliza
o simples fato
de estar viva
e não tem retorno
não tem volta
nem caminho
não há rumo
não há jeito
a não ser
seguir sozinha.
Canção para si
Espera, faz silêncio
não te afoba
aprende a aguardar
ela está a caminho
como uma promessa
inevitavelmente
ela virá
Senta-te por um instante
controla teus instintos
aprende a suportar
cedo ou tarde
independente da demora
ela virá
Dia a dia, te consome
lenta ou não, aos teus ditames
como uma espera interminável
inevitável, tão simples
tão natural
No final das contas
tudo não passará
de um jogo de esperar
portanto pega tua cadeira
e aprende a te sentar
Poucas virtudes
são tão valiosas
como a de saber aguardar
desce do teu trono
e aprende que
neste jogo não há dono
de nada, nem de ninguém
Aprende a calar-te
sem dizer amém
ao final de cada frase
aprende a seguir
e sorrir e sentir
e morrer
Aprende a esperar
que nada daquilo que se supôs
na realidade o é
Aprende a compreender
o teu querer
E, assim, compreende como
te desfazer
E vai, vai
sem olhar para trás.
não te afoba
aprende a aguardar
ela está a caminho
como uma promessa
inevitavelmente
ela virá
Senta-te por um instante
controla teus instintos
aprende a suportar
cedo ou tarde
independente da demora
ela virá
Dia a dia, te consome
lenta ou não, aos teus ditames
como uma espera interminável
inevitável, tão simples
tão natural
No final das contas
tudo não passará
de um jogo de esperar
portanto pega tua cadeira
e aprende a te sentar
Poucas virtudes
são tão valiosas
como a de saber aguardar
desce do teu trono
e aprende que
neste jogo não há dono
de nada, nem de ninguém
Aprende a calar-te
sem dizer amém
ao final de cada frase
aprende a seguir
e sorrir e sentir
e morrer
Aprende a esperar
que nada daquilo que se supôs
na realidade o é
Aprende a compreender
o teu querer
E, assim, compreende como
te desfazer
E vai, vai
sem olhar para trás.
Sunday, June 05, 2011
Pra ninguém ouvir
Compus uma canção
para alguém qualquer
mas tanto faz
Perdi a atenção
como quem não quer
voltar jamais
Escolhi um vestido
dos mais bonitos
mas já não importa
A cor do tecido
não disfarça o fato
de que ela está morta
Ela está morta
e não há esforço que possa
mudar o que quer que seja
Não há paz ou beleza,
alegria ou tristeza,
não há mais nada
Ela está morta
muito embora
ainda respire.
para alguém qualquer
mas tanto faz
Perdi a atenção
como quem não quer
voltar jamais
Escolhi um vestido
dos mais bonitos
mas já não importa
A cor do tecido
não disfarça o fato
de que ela está morta
Ela está morta
e não há esforço que possa
mudar o que quer que seja
Não há paz ou beleza,
alegria ou tristeza,
não há mais nada
Ela está morta
muito embora
ainda respire.
Saturday, June 04, 2011
Rota de Colisão
É preciso muita coragem pra acordar no meio da noite, pular pra fora das cobertas, num dia frio de arder o corpo todo, e sair correndo. Uma coragem insana, cega e pouco dotada de sensibilidade cutânea e terminações nervosas. É preciso frieza. Talvez um pouco de estupidez e desprendimento e aquela sensação que se impregna de repente, lhe dizendo que não há absolutamente mais nada a perder.
Há de ter algo forte, tão terrivelmente forte que se sinta que é impossível pará-lo com as próprias mãos. É preciso dessa força incontrolável crescendo dentro de si, produzindo uma sensação de total impotência externa diante de sua incomparável e esplendorosa imponência interna.
É preciso muita covardia. Muitas lágrimas rolando rosto abaixo em sucessivas e intermináveis noites raivosas, sem que se saiba exatamente a que se devem, sem que se possa ou entenda um modo eficaz de impedi-las, de contê-las, de compreendê-las, de vivê-las. Somente de tê-las e a fraqueza que inevitavelmente invade na mesma proporção em que o rosto se umedece e salga. É preciso muito silêncio e muito medo e muita muita covardia e falta de jeito pra lidar com tudo isso. É preciso estar total e absolutamente encurralado.
Sentir que o ar que invade seus pulmões, que o sangue que corre por suas veias e que os raios e trovões que mantém seu coração bombando são perfeitamente capazes de, repentinamente, voltar-se contra a máquina que vêm mantendo de modo tão natural, involuntário e aleatório.
É preciso que a insegurança seja maior que o próprio corpo, que a própria vida, que tudo que há de mais sagrado - mesmo a descrença ao sacro e tudo que dele provém e deriva e esterca e deslava.
Para que o corpo todo se torne um pêndulo, uma massa insignificante, servil, obediente, temente. Para que se vire, se toque e ande, se esperte, se entenda, se ajude, se alegre, perdure, se enrole, se embrome, se alimente, entre na fila e abaixe a cabeça, finja, atue, minta, siga o manual, as regras, a etiqueta, os modos, se eduque, se contenha, se contente, se mantenha, se foda e se mate.
Como se nada tivesse acontecido.
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